Chupetas são usadas para acalmar bebês e crianças! Mas quando usada de forma errada, pode ser prejudicial para a saúde dos dentes
É comum os pais terem dúvidas sobre como fazer o uso da chupeta com seus filhos. Que tal entender mais sobre o assunto?
O indicado é iniciar o uso após um mês de idade por períodos curtos, como uma forma de relaxamento para a criança
O papel dos pais é estabelecer certos limites, priorizando apenas nos momentos que a criança precisa ser acalmar, como a hora do sono
Entenda o motivo do choro da criança. Fome, calor ou frio podem ser curados de outra forma, evitando o uso da chupeta de forma desnecessária
Mesmo sendo usada na infância, a criança precisa largar a chupeta um dia. Faça esse processo aos poucos e com cuidado, sem causar traumas
Se a criança for resistente, uma visita ao odontopediatra também pode ajudar a entender o apego da criança com o acessório
Usada da forma correta, a chupeta não prejudica a saúde bucal do seu filho, permitindo que ele sorria de forma saudável e bela para a vida toda

Expert

Paula Moraes Lima

CRO-RJ 41008

Graduação em Odontologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualização em Odontopediatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestrando em Odontopediatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro

Quando as crianças começam a chorar os pais tentam de tudo para acalmá-las.  Mas tem horas que só há uma solução: a chupeta. O uso deste acessório tão querido pelos pequenos pode ajudar e, ao mesmo tempo, prejudicar. É preciso impor limites. "Quando a chupeta é utilizada em qualquer situação de desconforto, pode-se induzir a criança a buscar um prazer fácil e vazio, já que não tem um contato maior com a mãe" comenta a odontopediatra Paula Moraes.

Afinal, qual é a utilidade da chupeta?

Os pais costumam usar a chupeta como uma fonte de relaxamento para a criança, mas muitos ficam em dúvida sobre como fazer. Se não for usada de forma correta, em geral, transforma-se num vício. E para desapegar... vai levar tempo. A consequência disso pode ser bem perigosa para a saúde bucal do seu filho, além de prejudicar a respiração e a mastigação. "Do ponto de vista odontológico, não é recomendado utilizar chupeta, já que este hábito pode ocasionar problemas bucais como mordida cruzada posterior, mordida aberta anterior, afetando as articulações temporomandibulares, entre outros", explica a profissional.

Como largar a chupeta?

As recomendações da chupeta são poucas e os problemas são muitos. Mas caso seu filho use, o recomendado é começar após um mês de vida e sempre em períodos curtos. "O hábito pode ocasionar sequelas no futuro. Existem formas mais saudáveis para acalmar a criança", orienta Paula. Confira essas dicas.

- Não deixe o acessório disponível todo o tempo. O importante é ceder apenas quando ele pedir ou nos momentos de sono. Depois que a criança se acalmar o objeto precisa ser retirado.

- Quando a chupeta for retirada da boca, tire também do campo de visão, guardando em gavetas ou locais altos que ela não possa alcançar. Não deixe o acessório pendurado na roupa da criança.

- Converse! Explique os motivos da remoção, reforçando os pontos positivos. Faça sempre com muito carinho e delicadeza. "A influência da família é fundamental nesse momento", ressalta a profissional.

- Entenda o motivo do choro. Às vezes, o ato indica sono, fome, frio ou calor, então dê atenção ao problema em vez de simplesmente oferecer a chupeta.

- Faça um trato com o seu filho. Troque a chupeta por um objeto mais adequado para a idade dele. Brinquedo, parques ou cinema podem ajudar, como indica a odontopediatra.

Elimine o hábito sem causar traumas

É muito importante que a chupeta seja retirada com o mínimo de traumas possíveis. Mas se os pais notarem que está havendo muita resistência da parte da criança, é preciso consultar um odontopediatra que pode orientar sobre a maneira correta de agir. "Se o odontopediatra detectar que existe algum fator emocional ou psicológico envolvido, sugere-se que ela seja encaminhada a um psicólogo, que é um profissional capaz de detectar a razão para esta atitude, bem como para auxiliar na eliminação do hábito", indica Paula. Desta forma seu filho pode superar a perda do acessóriao de forma positiva e sorridente.